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riscos_e_rabiscos

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* Eu, pecadora, me confesso! *

Confesso que mamei comi meia dúzia de bolachinhas de canela. Quem está de dieta não pode, eu sei, mas já andava a ter pesadelos.

 

E como o quadrado de chocolate nunca mais aparecia, olhei para uns quadradinhos castanhos e a minha mente distorcida pela gula, viu ali os ditos cujos e decidiu imperativamente saciar-se!

 

Resultado? Nem vos conto senão afugentava tudo do blog e quero-vos aqui a fazer-me companhia. Mas que o meu estomago já não aguenta coisas destas, é uma crua verdade!

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* DDay #3*

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Penso em comer sim e estou a fazer dieta.  Mas penso em comer coisas boas e saudáveis! Consegui sobreviver três dias - TRÊS!!! -  sem fazer quebras, sem sentir grande fome e a conseguir resistir ao pão branco e aos biscoitinhos que sempre que passo por eles, começam aos saltos acenando os braços e a dizer "iuhu!".

 

São uns diabos sacanitas mas eu sou mais forte que eles e tenho resistido! Sinto-me uma "heróia"! 

 

Numa dieta, além da força de vontade (que eu nunca tenho) são essenciais coisas como: não ser muito restritiva, ter um bom leque de alimentos que se possam comer, ter coisas mastigávis (a mastigação é 90% essencial para mim) e não se sentir fome. 

 

Amanhã será um novo dia... de dieta! 

* Hoje foi o dia...ª

..de começar uma dieta tantas vezes adiada e tão necessária! 

 

Vamos lá ver se me aguento. Até agora portei-me bem neste primeiro dia: não senti fome e nem necessidade de comer porcarias e não fiz quebras. Para mim a parte pior e em que a fome me dá desalmadamente, é a noite. Mas hoje vou resistir! Tenho de resistir e ultrapassar este primeiro dia sem uma "nódoa", que é como quem diz, uma quebra! 

 

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Crueldades de Mãe.

Está a mamã em amena cavaqueira com os seus filhinhos, presenteando cada um deles com os seus "conselhos".

Vira-se para mim e diz-me:

 
- Tu tens de fazer 1 bocadinho de dieta... antes eras mais espalmada agoras tás mais redonda...
 
Pronto! E é assim que uma mãe acaba a com a felicidade de uma filha... Chuif!
 
Eu bem disse à Margarida que precisava de uma mana para fazer caminhadas mas não tenho nenhuma!
 
Agora a sério. A partir de determinada altura, notei que o meu corpo estava diferente e aí suspeitei que a tiróide devia ter algo a ver com isso. E realmente tinha. Vamos lá ver o que estas novas análises e a ecografia à tiróide vão dizer. Apesar da medicação, não noto diferença nenhuma...

Consegui!

 

Hoje foi um dos dias mais ansiados dos últimos tempos. Finalmente tinha chegado o dia da consulta da dietista, na qual depositei muitas esperanças.

 

À hora marcada já eu estava no hospital. Não esperei muito tempo e fui chamada.

Era uma médica jovem. Esteve a ver o meu processo e fez-me algumas perguntas. Eu expliquei-lhe que me tinham feito a proposta do bypass e que eu não o queria fazer. Que estava convicta que ainda não tinha chegado a altura de fazer uma cirurgia tão radical. Que precisava experimentar outras alternativas.

Ela concordou comigo e disse-me que apesar do IMC poder ser um indicador para a cirurgia, eu não tinha o perfil adequado neste momento.

 

Depois pediu para me pesar. Eu já estava à espera de tudo. Estava à espera de ter engordado 10 kg, mesmo estando a fazer dieta, estando a fazer uma série de restrições na minha alimentação e da roupa estar larga. Coloquei-me em cima da balança e fechei os olhos. A médica mexeu na balança para regular o peso e… disse-me o meu peso actual. Abri os olhos incrédula… PERDI PESO!!! Fiquei atordoada de contentamento…! A médica também ficou contente. Pusemo-nos a fazer contas e perdi sabem quanto? Avancem lá valores… não! Não! E não! Ninguém acertou…! Sensivelmente num mês e meio perdi 7 kg!!! Fiquei tão feliz e contente que vocês nem imaginam. E isto com aniversários pelo meio e algumas quebras pequenas que foram necessárias.

 

Passou-me a dieta de reeducação alimentar para eu seguir. Muitas das coisas já eu faço, já são uma rotina minha. Fez-me algumas recomendações e disse-me que neste momento só queria que eu “aprendesse” a comer. O objectivo, neste momento, não era perder peso.

É claro que esta altura é péssima para dietas por causa do Natal e do Ano novo mas ela deu-me vários conselhos. Tive autorização médica para comer docinhos de Natal mas com conta, peso e medida em dias específicos! A ver se a minha amiga LuanaeoMar me manda uma filhós das dela! :P

 

Marcou-me nova consulta para Março do próximo ano e disse-me que queria que eu perdesse 5 kg. Mas eu acho que vou perder mais se seguir tudo direitinho.

Não se deve perder peso rapidamente pois quanto mais depressa se perde, mais depressa se recupera. E a pele precisa de ir ao lugar mas já não tem a elasticidade dos 18 anos.

 

Só vos digo, minhas amigas e amigos, que fiquei exultante. Parece que, afinal, tenho alguma razão em querer recusar o bypass. Vou agarrar-me a esta luz ao fundo do túnel…

 

Bypass Gástrico: Sim ou Não?

 

Ontem fui à tão esperada consulta para, finalmente, me observarem a famosa “cratera” que agora já não passa de um corte. O essencial está cicatrizado, falta só o corte fechar mesmo.

 

A médica propôs-me fazer um bypass gástrico. Assim, de chofre. Sem propor mais nada. Fiquei atordoada. Nunca nos meus pensamentos mais remotos, me tinha passado esta ideia pela cabeça ou pensado sobre o assunto.

 

De há alguns anos para cá tenho tido problemas de peso. É verdade. E isto reflecte-se na minha autoestima (muitíssimo), embora não seja uma pessoa complexada. Quem gosta de mim, gosta como eu sou. É esta a minha conduta de convivência com todos os seres humanos. Até porque defendo que precisamos todos uns dos outros. Provavelmente até mais do que aquilo que temos consciência.

Não sou um caso extremo de obesidade mórbida, sem desprimor algum por todas aquelas pessoas que têm pesos astronómicos e cujo sofrimento físico e psicológico, eu compreendo perfeitamente e também me identifico. Os obesos são pessoas estigmatizadas pela sociedade embora esta doença esteja em franco desenvolvimento.

 

No meu caso, o que fez a médica propor-me o bypass foi não só o excesso de peso mas também a minha tensão alta, que não é nada crítica pois ela só dispara quando me enervo, as minhas dores nas articulações e o desgaste da cartilagem do joelho. Não tenho diabetes, nem colesterol por mais incrível que vos possa parecer.

Não tenho estrutura óssea para aguentar este “colete de gordura” e o meu corpo começou a queixar-se. Tão simples quanto isto.

Em criança fui sempre uma miúda muito magra. A partir dos 20 anos é que a coisa se começou a complicar um bocadinho. Na minha família não existem obesos, com excepção do meu caso.

 

Não estou preparada para uma medida tão drástica. Talvez se fosse uma banda gástrica não estivesse tão desanimada. Não é que eu não queira emagrecer. Nada disso. O problema é o processo.

Sabiam que o bypass gástrico consiste num corte do estômago para reduzi-lo, sendo depois agrafado a uma parte do intestino para fazer a passagem directa da comida e assim perder quantidades de peso brutais? E se depois corre alguma coisa mal futuramente? E as carências vitamínicas, e respectivas consequências, para o resto da vida? Sabiam que no 1º mês só se “come” líquidos através de uma colherzinha de 5 em 5 minutos? Restrições alimentares impostas até ao fim da minha existência?

Tenho consciência do meu excesso de peso, quero e preciso emagrecer mas não através de uma medida tão drástica. Não estou convencida e não sei se alguma vez estarei…

 

Já pesquisei e li bastantes coisas sobre o assunto. Li vários testemunhos de pessoas que fizeram o bypass e que estão óptimas e dizem maravilhas, li outros em que as pessoas estão ansiosas para fazer a cirurgia. Mas a realidade destas pessoas é, ou era, bem diferente da minha.

Não consigo convencer-me. Tem estado a ser um choque muito grande que ainda me deitou mais abaixo do que já estava. Parece que o mundo desabou em cima de mim… Não foi uma coisa que eu desejasse ou tivesse sequer alguma vez passado pela minha cabeça, percebem? Não foi uma opção minha mas uma proposta alheia.

A única coisa positiva que consegui ver em todo este processo foi a perda de peso. E mesmo assim, com a perda de grande quantidade de peso não é preciso fazer cirurgias plásticas posteriores por causa de elasticidade da pele? A parte negativa sobrepõe-se à positiva.

 

A ajuda que eu preciso é a de corrigir os meus hábitos alimentares e apoio psicológico pois estas coisas das dietas deitam abaixo aqueles que são mais frágeis psicologicamente, como é o meu caso. Isto sim. Esta é a medida que, neste momento penso, ser a correcta para mim…

 

Tenho os exames e as consultas para marcar. A avaliação destes casos tem de ser feita por uma equipa multidisciplinar composta por cirurgião, nutricionista e psiquiatra. Estou disposta a fazer a batelada de exames mas não sei se conseguirei ir até ao fim do processo…

 

 

Se estivessem na minha pele, o que fariam?